A XXV Plenária Nacional Ordinária da Fenajufe, realizada entre os dias 4 e 7 de junho em Salvador, na Bahia, debateu pautas de interesse da categoria e definiu os próximos passos da mobilização nacional em prol das demandas dos servidores do Judiciário Federal.
Representaram o Sinpojufes Bernadete Holzmeister Becacici (JF), Carlos André Silva Santos (TRT), Renato Lúcio Jerônymo Motta Magalhães (TRE), Marcelo Drumond Pozzatti (TRT) e Wilmar Carregozi Miranda, diretor vice-presidente do sindicato.
De acordo com Wilmar Miranda, o encontro foi produtivo e contribuiu para fortalecer a organização dos servidores em torno das principais reivindicações da categoria.
“A plenária ampliou o conhecimento sobre os desafios que enfrentamos e reforçou a necessidade de união para alcançarmos nossos objetivos”, avalia.
O calendário nacional de mobilização aprovado na plenária prevê atividades nos estados ao longo dos próximos meses. O cronograma inclui o Dia Nacional de Luta em 1º de julho, com ações pela derrubada dos vetos presidenciais e em defesa da valorização da categoria.
Também estão previstas uma rodada nacional de debates nos estados entre a segunda quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto; paralisação nacional em 13 de agosto; assembleias de avaliação entre os dias 17 e 21 de agosto; e reunião do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) em 22 de agosto.
Além do calendário, os participantes aprovaram uma série de pautas prioritárias para a atuação sindical. Entre elas estão a derrubada dos vetos 45, 17 e 12, garantindo os reajustes previstos para 2027 e 2028; o envio ao Congresso Nacional de um projeto de reestruturação de carreira; a não vinculação dos salários a metas de produtividade; a ampliação dos recursos destinados à saúde; a criação do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas; a realização de concursos públicos e o preenchimento das vagas existentes no PJU; o combate a todas as formas de assédio e discriminação no ambiente de trabalho; a defesa dos serviços públicos diante das propostas de reforma administrativa; a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT); e o apoio à redução da jornada de trabalho e ao combate à pejotização irrestrita.
Ao avaliar os debates realizados durante a plenária, Wilmar destacou que as discussões relacionadas à carreira ainda demandam mais diálogo para a construção de consensos entre os diferentes segmentos da categoria.
“O debate sobre carreira não avançou tanto quanto gostaríamos. Houve divergências entre técnicos e analistas, principalmente em relação às atribuições e à forma como deve ocorrer a valorização das carreiras”, explicou.
Outro destaque da plenária foi a definição de que o Espírito Santo sediará a próxima edição do encontro nacional, prevista para o próximo ano.